quarta-feira, 07 de fevereiro, 2018

Leilão GDT tem forte elevação de 5,9% e preço médio ultrapassa US$3.500/ton

Os preços internacionais do leilão da Global Dairy Trade (GDT) seguem em elevação vertiginosa desde o início do ano. No evento realizado hoje (06/02), o resultado surpreendeu o mercado, com uma elevação de 5,9% no índice de preços, levando o valor médio das negociações a US$ 3.553/tonelada. Neste leilão, todos os produtos negociados registraram valorização. Nos leites em pó, a valorização de 7,2% no desnatado levou sua média para US$ 1.932/tonelada, enquanto o integral demonstrou subida ainda mais acentuada (7,6%), indo a US$ 3.226/tonelada. Além destes, destaque também ao queijo cheddar, o qual chegou a US$ 3.739/tonelada após valorização de 7,2% no seu índice, e para a manteiga, já historicamente valorizada, que chegou a US$ 5.227/tonelada neste leilão. A oferta mais restrita de leite afetou diretamente o volume negociado. Neste leilão, foram negociadas 22.197 toneladas, 4,8% a menos em relação ao leilão anterior, o qual já havia apresentado queda de 8,2%. Há alguns fatores que explicam essa valorização. Em dezembro, o clima desfavorável afetou a produção na Nova Zelândia, que registrou queda de 4,6% na produção de sólidos em relação a dezembro de 2016, e a produção de janeiro também enfrentou problemas. Os institutos meteorológicos do país apontaram que janeiro/2018 foi o mês mais quente da série histórica de monitoramento de temperatura (que iniciou em 1867!). Assim, é de se esperar que a produtividade no campo caia, afetando a oferta do país, que já vinha sofrendo com chuvas abaixo da média ao longo de grande parte da safra atual. Além disso, muitos países importadores de leite em pó (especialmente desnatado) aumentaram suas posições de compra, em função dos baixos preços praticados no final do ano passado. Entretanto, quando se analisa em um contexto de tempo mais amplo, se torna mais difícil afirmar que há espaço para uma valorização consistente de preços no longo prazo. Em 2017 (acumulado janeiro-dezembro), a produção da Nova Zelândia foi 1,3% maior em equivalente leite frente a 2016, enquanto no mesmo período, as exportações caíram 2,4%. Além disso, tanto a União Europeia quanto os Estados Unidos aumentaram suas produções neste período, ganhando espaço cada vez maior no mercado asiático (principal “cliente” neozelandês). Com os especuladores atuando mais ativamente no mercado, os contratos futuros de leite em pó valorizaram em todos os meses negociados, especialmente nos contratos que estão mais próximos do vencimento.
Milk Point - 07/02/2018
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