quinta-feira, 01 de março, 2018

Cade reprova compra da Liquigás pela Ultragaz

O tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) reprovou nesta quarta-feira (28), por 4 votos a 2, a compra da Liquigás pela Ultragaz. As duas empresas atuam na venda de gás de cozinha. A operação, estimada em R$ 2,8 bilhões, foi anunciada pela Petrobras em novembro de 2016 e faz parte do pacote de desinvestimentos da estatal. O G1 procurou a Petrobras e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem. O entendimento da maioria do conselho foi o de que o negócio representaria um sério risco concorrencial no mercado de gás de cozinha. Com a compra da Liquigás, a Ultragaz passaria a deter 45% do mercado nacional de gás de cozinha, com participação ainda maior em alguns estados. A conselheira Cristiane Alkmin, relatora do processo, alertou, por exemplo, para o risco de elevação do preço do botijão de gás. Em agosto do ano passado, a Superintendência-Geral do Cade havia proposto a reprovação do negócio. A área técnica do Cade afirmou que a operação afetaria o mercado de distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de botijão. O mercado de gás de cozinha já é considerado concentrado, com quatro empresas detendo 85% de toda a oferta. A Superintendência do Cade apontou que que as outras distribuidoras de grande porte não teriam incentivos para rivalizar de forma efetiva com a nova companhia, já que as participações detidas pelos agentes são bastante estáveis nos últimos dez anos. “Isso demonstra uma baixa agressividade e rivalidade entre os competidores do setor”, apontou o relatório.
G1 - 28/02/2018
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