quinta-feira, 29 de março, 2018

Mercado de lubrificantes marítimos se recupera

A retomada do comércio exterior no Brasil vem gerando aumento da demanda por lubrificantes marítimos, resultado de uma maior movimentação de grandes embarcações nos portos brasileiros. “Já é possível observar um avanço da atividade. O volume [de lubrificante] produzido também vem aumentando”, afirma o diretor geral da Total Lubrificantes do Brasil, Olivier Bellion. O comércio exterior enfrentou dificuldades no período de crise, entre 2014 e 2016, e voltou a ter um desempenho positivo em 2017. “Estamos muito otimistas. O primeiro bimestre foi um dos melhores dos últimos anos. Aumentamos nossos investimentos em 10% para acompanhar o crescimento.” A Total entrou no mercado de lubrificantes marítimos no País no início deste ano. Antes, atuava por meio de parceria local com a Ipiranga. A iniciativa, somada à atuação no varejo e na indústria, faz parte da estratégia da empresa de obter 5% do share no mercado de lubrificantes, dominado pelas distribuidoras de combustíveis locais, como a BR, Shell e a própria Ipiranga. Cerca de 95% dos produtos são fabricados na planta da Total, em Pindamonhangaba (SP), e o restante será importado. A companhia espera crescer até 20% em volumes no País neste ano. “A operação já está funcionando. Nossa meta é comercializar 2 mil toneladas no primeiro ano de operação e chegar a 5 mil toneladas em 2022”, diz Bellion. Inicialmente, serão atendidos mais de 30 portos de todo o País. Globalmente, as principais concorrentes nesse mercado são as demais grandes empresas de petróleo. “É complicado obter licença para operar. É necessário uma rede mundial, atuar em diversos portos. É um setor bem restrito”, explica. A demanda de lubrificantes vem de três tipos de mercado: clientes internacionais que param nos portos do Brasil, embarcações brasileiras e usinas termoelétricas, que utilizam motores parecidos aos de navios de grande porte. “Além dos produtos, vamos oferecer suporte técnico, análise de equipamentos e treinamentos”, conta o executivo, que garante que o atual momento de instabilidade política não preocupa a operação. “Estamos presentes no mundo todo e em países muito mais problemáticos. Nossa visão é de longo prazo, investimos na planta e aumentamos nosso quadro de funcionários em meio à crise”, disse Bellion.
DCI - 29/03/2018
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