quinta-feira, 12 de abril, 2018

Brasil deve produzir recorde de 60,5 mi sacas de café em 2018, diz Safras

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil deve produzir um recorde de 60,5 milhões de sacas de café na safra deste ano, em fase inicial de colheita, projetou nesta quarta-feira a Safras & Mercado, conforme a cultura se recupera de secas recentes e tende a ser beneficiada pela bienalidade positiva do arábica. O volume é 20 por cento superior à estimativa revisada de 50,6 milhões de sacas do ciclo passado. Também supera a previsão de até 58,5 milhões de sacas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo o consultor de Safras & Mercado, Gil Barabach, a bienalidade positiva para o arábica, a retomada da safra de conilon e o clima favorável à granação nesse início de 2018 sustentam o otimismo produtivo no Brasil. “É verdade que o atraso nas floradas, associado à seca e à temperatura acima da média no início da primavera em 2017 colocaram em xeque o potencial produtivo do arábica, especialmente na Mogiana em São Paulo e no Sul de Minas Gerais. No entanto, as lavouras conseguiram se recuperar”, afirmou, em nota. Segundo ele, mesmo sem atingir o potencial pleno produtivo, a safra de arábica deve ser muito boa nessas regiões. “Porém o grande destaque positivo da temporada 2018/19 é mesmo a safra de conilon (robusta). Depois de uma sequência de três anos de safras baixas, em função da falta de chuva, a produção de conilon do Espírito Santo deve se recuperar bem em 2018, o que garante o avanço de conilon nacional”, destacou. Conforme a Safras, o Brasil deve produzir 44,8 milhões de sacas de arábica neste ano (alta de 16 por cento) e 15,7 milhões de conilon (mais 30 por cento). 2017/18 Quanto à safra já colhida, a 2017/18, a comercialização atingiu 89 por cento do total. Segundo a consultoria, as vendas estão no mesmo ritmo do ano passado, quando 89 por cento da safra 2016/17 estava comercializada até então. No entanto, a comercialização está à frente da média dos últimos cinco anos, que é de 86 por cento para esta época. Para Barabach, a comercialização de café perdeu ritmo, o que é natural nesse período de entressafra. “É verdade que o interesse de venda aumentou, diante da proximidade de uma safra recorde no Brasil. No entanto, o preço baixo e a falta de agressividade da demanda externa por café do Brasil ainda mantém distante as pontas e ajuda a tirar liquidez dos negócios.”
Reuters - 11/04/2018
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