quarta-feira, 30 de maio, 2018

Cobre opera em baixa, após mais um passo dos EUA em tarifas contra China

O cobre opera em queda nesta quarta-feira (30), após uma jornada negativa nos mercados acionários e depois que a Casa Branca avançou em seu projeto de possivelmente impor tarifas contra a China, o que ameaça conversas marcadas para o fim de semana. Às 8h (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,37%, a US$ 6.802 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Às 8h29min, o cobre para julho recuava 0,46%, a US$ 3,0485 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). Entre os metais básicos, as tensões comerciais e a situação política complexa na Itália aparentemente contrabalançavam qualquer efeito benéfico da fraqueza do dólar. O dólar mais desvalorizado significa que as commodities, negociadas nessa moeda, ficam mais baratas para os detentores de outras divisas. Na terça-feira, a Casa Branca disse que iria anunciar até 15 de junho a lista final de US$ 50 bilhões em importações da China que estariam sujeitas a tarifas de 25%, que entrariam em vigor "pouco depois". As tarifas são as primeiras de um pacote que poderia chegar a US$ 150 bilhões que o governo do presidente Donald Trump ameaça lançar contra importações chinesas. O Ministério do Comércio chinês respondeu dizendo que ia defender seus "interesses nacionais". A tensão comercial e o drama político na Europa deixam cautelosos os investidores de cobre, na opinião de analistas. Segundo Oliver Nugent, estrategista do ING, o comportamento dos metais básicos agora é condizente com momentos de risco ao crescimento global. O quadro leva ainda a volumes mais altos em negociação na LME, disse Alastair Munro, corretor da Marex Spectron. Os estoques monitorados pela LME recuam há oito dias seguidos, o que normalmente apoiaria os preços. Os operadores, porém, parecem deixar em segundo plano notícias positivas, como a de que o Estado indiano de Tâmil Nadu determinou nesta semana que a Vedanta Resources interrompa os trabalhos em uma fundição de cobre que produz 400 mil toneladas do metal ao ano. Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio subia 0,35%, a US$ 2.277 a tonelada, o zinco avançava 0,05%, a US$ 3.080 a tonelada, o níquel tinha alta de 0,10%, a US$ 14.860 a tonelada, o estanho subia 0,02%, a US$ 20.495 a tonelada, e o chumbo operava com ganho de 0,29%, a US$ 2.437 a tonelada.
Jornal do Comércio - 30/05/2018
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