quarta-feira, 23 de maio, 2018

Dólar opera em alta, no patamar de R$ 3,66, após duas quedas seguidas

O dólar opera em alta nesta quarta-feira (23), influenciado pela aversão ao risco no exterior com renovados temores sobre as relações comerciais entre China e Estados Unidos e em meio a preocupações com a Turquia, segundo a Reuters. A alta vem após a moeda dos EUA fechar em queda de mais de 1% pelo segundo dia consecutivo na véspera, o que levou a moeda a registrar a maior desvalorização de dois pregões em quatro meses, de acordo com o Valor Pro. Às 10h01, a moeda dos EUA subia 0,51%, vendida a R$ 3,6642. Os investidores também aguardam a ata do último encontro de política monetária do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, que pode trazer nesta tarde pistas sobre a trajetória de juros no país neste ano. O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 4.225 swaps cambiais tradicionais -equivalentes à venda futura de dólares-- para rolagem do vencimento de junho. Também ofertará até 15 mil novos swaps. Véspera Na véspera, o dólar fechou em queda de 1,18%, a R$ 3,6451. Foi o menor patamar de encerramento desde o último dia 14 (R$ 3,6275). Nas duas últimas sessões, a queda foi de 2,56%, a mais intensa desde a baixa acumulada entre os dias 24 e 25 de janeiro deste ano (-3,26%), segundo o Valor Pro. O real cai 9,1% no acumulado de 2018, terceiro pior desempenho global - peso argentino (-23,3%) e lira turca (-18,8%) perdem ainda mais. Na véspera, o recuo do dólar ocorreu em meio ao alívio nas tensões entre a China e os norte-americanos e também em razão da atuação mais firme do Banco Central, que ampliou a oferta de novos swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, e deixou novas atuações em aberto. "O BC conseguiu romper a dinâmica do dólar, pelo menos temporariamente", comentou à Reuters o diretor de tesouraria de um banco estrangeiro ao citar o recuo do dólar nestes dois pregões. A partir de agora, o valor ofertado pelo BC passará de US$ 250 milhões para US$ 750 milhões. A expectativa é que, com a mudança, o montante negociado até o fim de maio passe de cerca de US$ 3 bilhões para US$ 6,5 bilhões. Se confirmado, será a maior colocação de dólares para um mês desde maio do ano passado, quando, na esteira das delações da JBS, o BC injetou US$ 10 bilhões no mercado futuro via swaps, segundo o Valor Pro. Na terça, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reiterou a disposição do BC em vender swaps em caso de necessidade. Em entrevista ao Valor, Ilan disse que “não tem preconceito” contra a venda desses contratos - cuja colocação equivale a uma injeção de dólares no mercado futuro. O presidente do BC acrescentou que a redução do estoque de swaps - da casa de US$ 100 bilhões para cerca de US$ 23 bilhões - foi para ter um “amortecedor” para os momentos em que isso fosse necessário. Ilan também não estipulou limite para a venda dos swaps.
G1 - 23/05/2018
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