quarta-feira, 09 de maio, 2018

Exportação de papel e celulose tem alta de 39%

As exportações de papel, celulose e painéis de madeira teve alta de 39,1% em valores no País, na comparação do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2017. O Paraná tem participação crescente nesse segmento, com a celulose assumindo a quarta colocação da pauta de produtos embarcados para o exterior entre janeiro e março deste ano, fruto, principalmente, da instalação da Klabin, em Ortigueira. Esse segmento de produtos florestais é responsável por 3,7 milhões de empregos diretos, indiretos e resultantes do efeito renda, segundo a Ibá (Indústria Brasileira da Árvore). Ainda, a compra de madeira de terceiros já representa de 20% a 25% do material usado por empresas no País, com R$ 152 milhões investidos no fomento à produção por parte de quase 20 mil pequenos proprietários, conforme a entidade. A Ibá não divulga, porém, números regionalizados. Mesmo assim, é possível observar como a produção florestal tem ganhado espaço no Paraná, por meio dos dados econômicos. De acordo com levantamento do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social), somente a celulose representou US$ 180,6 milhões em exportações no primeiro trimestre do ano. O produto era somente o 81º colocado em embarques ao exterior em 2011 e foi o quarto nos três primeiros meses do ano, atrás de apenas da soja em grão, da carne de frango in natura e do farelo de soja, já à frente até dos automóveis. A marca no ano passado já indicava um salto de 112 vezes em valores nominais nas exportações de celulose pelo Paraná em seis anos, de US$ 4,9 milhões em 2011 para US$ 553,8 milhões em 2017. E, somente nos primeiros três meses de 2018, o faturamento já bateu um terço dos 12 meses anteriores. “O Estado sempre se destacou na produção de papel e de embalagens de papelão, mas essa diferença ocorreu depois do investimento da Klabin em Ortigueira”, diz o presidente do Ipardes, Julio Suzuki Junior. Ele conta que a unidade direciona boa parte da produção para exportações e tira os insumos, em boa parte, de arrendamentos de terras de produtores rurais. “Ortigueira está em uma região que apresenta dificuldades para produção de grãos pela topografia, então a madeira é uma opção”, diz Suzuki Junior. A reportagem procurou na tarde de ontem a Klabin para questionar sobre o modelo de produção, mas a assessoria de imprensa informou que não houve tempo hábil para resposta. O presidente do Ipardes completa que a exportação de celulose representa a venda de um produto com valor agregado, que não é usado somente na produção de papel, mas de outros itens industriais, como os de limpeza e de higiene. “A região de Ortigueira deve ter um salto no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), assim como ocorreu com Telêmaco Borba”, afirma Suzuki, para quem a região Sul brasileira tem o clima ideal para o desenvolvimento de eucalipto e pinus. NÚMEROS NACIONAIS Segundo o Boletim de Cenários da Ibá de abril, as exportações de celulose nacionais foram de US$ 1,4 bilhão para US$ 2,1 bilhões, na comparação entre o primeiro trimestre de 2017 e de 2018. A alta representa 51,%. Quando somados papel e painéis de madeira, o valor passa de US$ 1,9 bilhão para US$ 2,6 bilhões no mesmo comparativo, alta de 39,1%. Ao mesmo tempo, as importações foram de US$ 231 milhões para US$ 266 milhões, ou 15,2% a mais. Assim, aumentou em 49,3% o saldo positivo da balança comercial, para US$ 2,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Conforme a Ibá, o segmento respondeu por 12,5% de todos os valores exportados por empresas brasileiras do agronegócio nesses três meses e por 5,0% dos embarques totais do País.
Tissue on line - 08/05/2018
Ver esta noticia em: english espanhol
Outras noticias
DATAMARK LTDA. © Copyright 1998-2018 ®All rights reserved.Av. Brig. Faria Lima,1993 3º andar 01452-001 São Paulo/SP