quinta-feira, 07 de junho, 2018

Cobre opera em alta e atinge máximas em quatro anos e meio em Londres

O cobre opera com ganhos na manhã desta quinta-feira (7), tendo atingido o patamar mais alto em quatro anos e meio em Londres. Riscos à oferta levaram o metal usado na indústria a subir para além de importantes barreiras técnicas, contribuindo para seu impulso de alta. Nesta manhã, o dólar mais fraco colabora para o movimento. Às 7h40min (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,86%, a US$ 7.298 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O metal já subiu 5,7% na LME nesta semana e caminha para seu fechamento mais alto desde janeiro de 2014. Às 8h04, o cobre para julho avançava 0,41%, a US$ 3,2755 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). O dólar se enfraquecia ante outras moedas fortes, nesta manhã. O movimento no câmbio torna o metal mais barato para os detentores de outras divisas, o que favorece o apetite dos investidores. Além disso, outros fatores influem no mercado. Uma avanço lento nos estoques e fatores de demanda somados fizeram o cobre subir para além de importantes níveis técnicos, o que levou investidores a buscarem mais o metal. Houve surpresa no mercado na semana passada pela falta de reação à ordem do governo indiano de fechar uma operação de cobre da Vedanta Resources no Estado de Tâmil Nadu, após protestos contra a poluição tornarem-se violentos, com nove mortos. A operação em Tâmil Nadu contribui com 400 mil toneladas de oferta anual global. Além disso, nesta sexta-feira a BHP Billiton e mineradores começam a negociar a questão salarial. O temor de uma greve como a do ano passado, de 44 dias, dá apoio aos preços. Declarações de sindicalistas, porém, sugerem que pode haver um diálogo rápido, evitando-se uma greve, afirmou em nota Alistair Munro, corretor da Marex Spectron. Essas preocupações, somadas à resistência da economia chinesa, impulsionam as compras nesta semana. Isso ajudou o cobre a superar as médias móveis dos últimos 100 e 200 dias, acima da marca simbólica de US$ 7 mil a tonelada. Analista sênior da Macquarie, Vivienne Lloyd vê também uma melhora nos fundamentos para apoiar o avanço dos preços, citando o melhor sentimento macroeconômico na China. Entre outros metais básicos, o zinco operava estável, a US$ 3.184 a tonelada, o alumínio subia 0,3%, a US$ 2.338 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,02%, a US$ 21.040 a tonelada, o níquel subia 0,48%, a US$ 15.715 a tonelada, e o chumbo avançava 0,51%, a US$ 2.544 a tonelada.
Jornal do Comércio - 07/06/2018
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