quarta-feira, 13 de junho, 2018

Cobre opera quase estável, de olho em negociações trabalhistas e no Fed

Os contratos futuros de cobre estão próximos da estabilidade. Além da expectativa geral nos mercados internacionais pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), nesta tarde, investidores nesse caso monitoram notícias de empresas e também notícias de negociações entre funcionários e patrões na maior mina do mundo. O cobre para três meses subia 0,03%, a US$ 7.214,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), às 8h45 (de Brasília), avançando 4% na comparação mensal. Às 9h05min, o cobre para julho avançava 0,08%, a US$ 3,2520 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). O dólar está perto da estabilidade, antes da decisão do Fed. Além disso, na quinta-feira haverá decisão do Banco Central Europeu (BCE), o que gera cautela antes das decisões de importantes bancos centrais. Na semana passada, o cobre teve forte alta, em meio a uma combinação de decisões especulativas, movimentos cambiais e preocupação com a oferta. Negociações trabalhistas na América do Sul foram uma importante causa para o movimento, em meio ao diálogo entre a BHP Billiton e os funcionários da mina Escondida, no Chile, a maior do mundo. No ano passado, um impasse nesse diálogo provocou uma greve de 44 dias. Agora, estrategistas do ING apontam que os trabalhadores chegaram a um acordo com a BHP na mina Spence, no Chile. "Este é um sinal potencial de que poderíamos ter um acordo também na Escondida", disseram. Por outro lado, o executivo-chefe da estatal Codelco, Nelson Pizarro, afirmou na segunda-feira à agência Bloomberg que concessões salariais generosas do setor privado prejudicam a tentativa de sua empresa de manter baixos os custos. Analistas disseram que os dados de importação de cobre da Índia devem mostrar um aumento na quantidade do metal comprada pelo país, a fim de compensar a parada na operação da Vedanta Resources em Tâmil Nadu. A Glencore, por sua vez, revelou um plano de reestruturação de US$ 5,6 bilhões na Katanga Mining, no Congo, na qual detém 86%. Isso ocorre após a Glencore chegar a um acordo com a parceira local Gecamines e resolver uma disputa por capitalização, encerrando demandas judiciais. Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,27%, a US$ 3.190 a tonelada, o alumínio recuava 0,81%, a US$ 2.274 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,90%, a US$ 20.870 a tonelada, o níquel cedia 0,43%, a US$ 15.190 a tonelada, e o chumbo subia 0,41%, a US$ 2.478 a tonelada.
Jornal do Comércio - 13/06/2018
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