sexta-feira, 22 de junho, 2018

Opep concorda em aumentar produção a partir de julho após Irã mudar postura

VIENA (Reuters) - A Opep concordou nesta sexta-feira com um modesto aumento na produção de petróleo a partir de julho, depois que seu líder, a Arábia Saudita, persuadiu o Irã a cooperar em meio a pedidos de grandes consumidores para ajudar a reduzir o preço da commodity e evitar escassez de oferta. Duas fontes da Opep disseram que o grupo concordou que a organização e seus aliados liderados pela Rússia devem aumentar a produção em cerca de 1 milhão de barris por dia (bpd), ou 1 por cento da oferta global. O aumento efetivo será menor porque vários países que recentemente produziram menos petróleo terão dificuldade em retornar às cotas totais, enquanto outros produtores não terão permissão para preencher a lacuna, disseram as fontes da Opep. Os Estados Unidos, a China e a Índia pediram à Opep que liberasse mais oferta para evitar um déficit petrolífero que prejudicaria a economia global. A Arábia Saudita e a Rússia disseram que ficariam felizes em bombear mais, mas o Irã criticou a ideia, já que enfrenta sanções norte-americanas que impedem a exportação. O Irã, terceiro maior produtor da Opep, exigiu que a organização rejeite pedidos do presidente dos EUA, Donald Trump, por um aumento no fornecimento de petróleo, argumentando que o norte-americano contribuiu para um aumento recente dos preços ao impor sanções ao Irã e à Venezuela. Trump impôs novas sanções a Teerã em maio e analistas do mercado esperam que a produção do Irã caia em um terço até o final de 2018. Isso significa que o país tem pouco a ganhar com um acordo para aumentar a produção da Opep, diferentemente da Arábia Saudita. No entanto, o ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, parece ter convencido seu colega iraniano Bijan Zanganeh a apoiar o aumento poucas horas antes da reunião desta sexta-feira, em Viena, na Áustria. A Opep e seus aliados participaram desde o ano passado de um pacto para reduzir a produção em 1,8 milhão de bpd. A medida ajudou a reequilibrar o mercado nos últimos 18 meses e impulsionou os preços para cerca de 75 dólares por barril, de 27 dólares em 2016. Mas interrupções inesperadas na Venezuela, Líbia e Angola reduziram efetivamente os cortes de oferta para cerca de 2,8 milhões de bpd nos últimos meses.
Reuters - 22/06/2018
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