terça-feira, 03 de julho, 2018

Mercado de não tecidos apresenta desempenho abaixo da expectativa

O mercado de não tecidos vem apresentando desempenho abaixo da expectativa, impactado pelo momento negativo de setores demandantes e pelo preço da matéria-prima. A projeção para 2018 é de um crescimento de cerca de 3%.“As expectativas eram altas para este ano, de avanço acima de 10%, mas não está acontecendo. Em 2017, o setor cresceu 5% e esse ano esperávamos ficar duas ou três vezes acima do PIB do País. Dentro do atual cenário, devemos ficar bem abaixo”, afirma o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos (Abint), Carlos Eduardo Benatto. O não tecido é uma estrutura constituída de véu ou manta de fibras ou filamentos, consolidada por processo químico, mecânico ou térmico. O termo é usado para definir produtos – como o feltro – que não são fabricados por tecelagem ou malharia. Entre os principais setores demandantes estão automotivo, construção civil, higiene pessoal e vestuário. “O automotivo está forte, crescendo. A construção civil está bem fraca, ainda não se recuperou. Higiene está num ritmo de 3% a 4%. E calçados está sofrendo por ser um setor com empresas menores, em que existe um grande receio de fazer investimento antecipado”, avalia.O diretor geral da Freudenberg Performance Materials, Klaus Homberg, conta que os três principais mercados da empresa, vestuário, calçadista e higiene apresentam performances distintas desde o ano passado. “Higiene é um mercado mais dinâmico, houve muitas mudanças no processo produtivo de nossos clientes. Os outros mercados foram mais quietos.” No Brasil desde 1985, a empresa tem fábrica instalada em Jacareí (SP), onde também possui um laboratório de desenvolvimento. “Consideramos o 1º semestre positivo, apesar de algumas surpresas. Investimos nos últimos três anos na planta, ajustando a capacidade produtiva para uma perspectiva de crescimento de 5% a 7% ao ano”, destaca Homberg.Matéria-prima e produção Benatto aponta que a desvalorização do real frente ao dólar também vem impactando o setor. “O que não é importado é dolarizado. Na prática, as matérias-primas são commodities. Com a retração do País, não é possível antecipar preços. Empresas do setor estão fechando, as margens estão cada vez mais apertadas. Estamos tentando achar uma forma de seguir produzindo, mas não está sendo fácil.”O presidente Voith Paper América do Sul, Hjalmar Fugmann, afirma que a companhia está tendo um desempenho dentro do esperado. “Conforme previsto, as vendas do grupo aumentaram no primeiro semestre do ano fiscal, 4% superiores em relação ao mesmo período do ano anterior.” A empresa fornece máquinas e processos tecnológicos para produção da indústria de papel. Através de parcerias, vem transferindo suas competências para o setor de não tecidos. “Nossa estratégia é fortalecer ainda mais nossas tecnologias, ampliando nosso portfólio e atingindo cada vez mais indústrias e clientes”, declara Fugmann.
DCI - 03/07/2018
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