segunda-feira, 30 de julho, 2018

Mercado mantém projeção para Selic a 6,50% em 2018

BRASÍLIA- À espera do encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorre terça, 31, e quarta-feira, 1, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros), para o fim de 2018 e de 2019. Também foram mantidas as estimativas para o crescimento do PIB brasileiro no ano e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira, 30, que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic em 2019 permaneceu em 8,00% ao ano, igual ao verificado há quatro semanas. No caso de 2020, a projeção para a Selic seguiu em 8,00% e, para 2021, também permaneceu em 8,00%. Há um mês, os porcentuais projetados eram de 8,00% para ambos os anos. Em 20 de junho, o Copom manteve a Selic no patamar de 6,50% ao ano. Na decisão, o colegiado não deu sinais de que vai manter a Selic neste nível nos próximos meses, ao contrário do que fez na reunião anterior, de maio. O Copom procurou ressaltar que as próximas decisões sobre juros dependerão da evolução da atividade, dos riscos para a inflação e das projeções para os índices de preços. Isso foi reiterado tanto na ata do Copom quanto no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgados no fim de junho. Na próxima quarta-feira, o colegiado decidirá o novo patamar da Selic. Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2018 seguiu em 6,50% ao ano, igual ao verificado um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic seguiu em 7,63%, ante 7,88% de quatro semanas atrás. No caso de 2020, permaneceu em 8,50% e, para 2021, também em 8,50%. Há um mês, estavam em 9,00% para 2020 e 2021. PIB A expectativa de alta para o PIB este ano seguiu em 1,50%, de acordo com o Relatório de Mercado Focus. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,55%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, como visto quatro semanas atrás. No fim de junho, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 2,6% para 1,6%. A instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano. Em 20 de julho, o Ministério do Planejamento também atualizou sua projeção, de 2,5% para 1,6%. No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 seguiu com alta de 2,91%. Há um mês, estava em 3,17%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, ante 3,10% verificados quatro semanas antes. A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 foi de 54,60% para 54,90%. Há um mês, estava em 55,00%. Para 2019, a expectativa permaneceu em 58,00%, mesmo porcentual de um mês atrás. Inflação Os economistas do mercado financeiro mantiveram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - de 2018 e 2019. A mediana para o IPCA este ano permaneceu em 4,11%. Há um mês, estava em 4,03%. Já a projeção para o índice em 2019 seguiu em 4,10%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar. O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2020, que seguiu em 4,00%. No caso de 2021, a expectativa foi de 3,95% para 4,00%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 4,00% para ambos os anos. A projeção dos economistas para a inflação em 2018 está dentro da meta deste ano, cujo centro é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). No caso de 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). Já a meta de 2021 é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). Em 20 de julho, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15 de julho subiu 0,64%. A taxa acumulada no ano foi de 3,00% e nos 12 meses encerrados em julho de 4,53%. Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 no Focus foi de 4,09% para 4,04%. Para 2019, a estimativa do Top 5 foi de 4,06% para 4,07%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,83% e 4,00%, respectivamente. No caso de 2020, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 4,00%, igual ao verificado há um mês. A projeção para 2021 no Top 5 seguiu em 3,75%, também igual ao visto um mês atrás.
O Estado de S. Paulo - 30/07/2018
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