terça-feira, 11 de setembro, 2018

Quiosques cariocas driblam efeitos da sazonalidade com shows e novo menu

Diante de novos hábitos de consumo e das oscilações bruscas de temperatura, quiosques da orla do Rio de Janeiro reinventam a proposta de negócio a fim de estender o tempo gasto pelo cliente dentro do ambiente e, consequente, amenizar os efeitos da sazonalidade. “Atualmente, o carioca e os turistas passaram a considerar a orla como uma área de lazer, com um processo de melhoria da estrutura física do local, realização de muitos eventos e variedade gastronômica”, afirmou o CEO da Orla Rio Concessionária, João Marcello Barreto, responsável pela administração dos quiosques do local. De acordo com o executivo – dependendo da localidade de cada quiosque –, o incremento no movimento de clientes com o oferecimento de shows ao vivo chega a atingir entre 20 e 30%. “Se olharmos o perfil de consumo na orla é muito difícil ver, por exemplo, um negócio de fast food. As pessoas estão mais dispostas a ficar sentadas conversando com os amigos. Agora, o ganho não está na rotatividade do cliente, mas sim na permanência dele”, destacou Barreto. Hoje, a orla carioca hospeda cerca de 309 quiosques que, segundo Barreto, atendem consumidores pertencentes à todas as classes sociais, tendo em vista “que a praia é um dos ambientes mais democráticos”. Ele exemplifica essa diversificação de negócios no local com a presença do quiosque Vizinho Gastrobar, o qual tem tíquete médio de R$ 150; e também com a unidade do Espetto Carioca, com gasto médio de R$ 65. O executivo conta que a concessionária administradora dispõe de um “calendário anual de ações” cuja função é estabelecer a realização de eventos conforme os efeitos da sazonalidade. “Tivemos o Dia do Vinho com a presença de um sommelier e, em outubro, devemos promover ações para o Dia das Crianças”, lembrou. Da água de coco ao vinho Um dos exemplos de quiosques que buscaram renovar o perfil do negócio é a unidade Coisa de Carioca – localizado em no bairro de Copacabana. “Contratamos uma assessoria para reformular nosso portfólio. Para este inverno, criamos um cardápio de vinhos e espumantes para atingir outros públicos”, afirmou o dono do negócio, Mauro Joppert. Ainda segundo ele, outro tipo de medida foi adotada frente a forte baixa no fluxo de clientes em determinados períodos do dia. “Durante horários de baixa demanda, realizamos shows e eventos em parceria com agências de viagens”, complementou o executivo.Compartilhando da mesma postura de renovação, o proprietário do quiosque Rico Point, Rico de Souza, conta que passou a promover eventos esportivos para gerar maior fluxo de clientes. “Há sete anos o Rio de Janeiro não recebia uma edição do campeonato brasileiro de surf”, disse ele, destacando que a realização de eventos como este devem gerar incremento de 20% no fluxo de clientes. Além disso, com o comparecimento de um público “variado e exigente”, ele reconhece que houve a necessidade de contratar um chef para uma culinária “mais sofisticada”. Como reflexo direto dessas ações estratégicas de marketing, Souza diz que os pratos mais rebuscados vendem tanto quanto os lanches mais rápidos. Questionado também sobre as expectativas para o verão, o executivo argumenta que o tíquete médio deva aumentar em, pelo menos, 30% com a inserção de produtos veganos, lanches mais “leves”, sucos naturais e realização de shows de música aos finais de semana. “Com o aumento das temperaturas, pretendemos adicionar mais opçoes de comidas e bebidas no menu”, disse.
DCI - 11/09/2018
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