sexta-feira, 26 de abril, 2019

Briga entre plataformas pode chegar às autoridades

A briga pela isenção de tarifas travada pelas plataformas digitais de investimento pode ganhar um novo capítulo, já que alguns grupos estão incomodados com o fato de que nem sempre o investidor tem os números claros do quanto está economizando. Por isso, já existem players que pensam levar o assunto para os reguladores. Nessa disputa da “taxa zero”, que tem meses, a ofensiva da vez é devolver ao investidor a quantia que ele gastaria com o agente autônomo. Enquanto a Pi, do Santander, promete devolver em pontos custos de aplicações em títulos, a PAI, do Banco Inter, vai colocar dinheiro na conta do investidor equivalente à metade do que o cliente pagaria em outra casa em fundo de ações e multimercado. A Warren, por sua vez, eliminou taxas de todos produtos. No todo. Na verdade, a Warren cobra 0,5% anualmente sobre todo o montante investido na sua plataforma, independente do produto. A corretora calcula que em sete anos, quando pretende alcançar R$ 50 bilhões sob gestão, isso significará uma “economia” de R$ 1,5 bilhão. Os 0,5% representam, de qualquer forma, um custo menor do que os cerca de 15% a 20% que estão embutidos na remuneração de fundos distribuídos por plataformas que contam com autônomos.
O Estado de S. Paulo - 26/04/2019
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