sexta-feira, 31 de maio, 2019

Mercado livre e aumento da demanda impulsionam novos projetos eólicos

A perspectiva de crescimento da demanda industrial e a maior migração para o mercado livre de energia impulsionam a fonte eólica no Brasil. Em 2018, segmento teve incremento de 14,6% na geração.“O consumo de energia atingiu os níveis pré-crise, mas o volume industrial ainda está abaixo. Caso ocorra uma retomada econômica, a demanda será imediata. Isso beneficia a fonte eólica, pela velocidade de execução dos projetos”, destaca o presidente da Vestas no Brasil e na região sul da América Latina, Rogério Zampronha.Caso a economia apresente um crescimento acima do esperado nos próximos anos, será necessário expandir a capacidade de geração de energia do País. A construção de hidrelétricas de grande porte são vistas como inviáveis, em razão dos custos, prazo de construção e impactos ambientais. Zampronha estima que um projeto hídrico não leva menos de sete anos para ser finalizado. “Já um empreendimento eólico fica pronto em um prazo mais curto, podendo começar a operar em cerca de dois anos.”O executivo da Vestas, fabricante dinamarquesa de turbinas eólicas, vê com otimismo o mercado brasileiro. “O setor de energia está um pouco descolado da economia. Há uma migração importante para o mercado livre, onde as renováveis têm apresentado bons números.”No segundo semestre de 2018, a empresa anunciou a expansão de sua fábrica em Aquiraz (CE), onde são produzidas turbinas de 4,2 megawatts (MW). O investimento foi de 23 milhões de euros. “Em apenas sete meses após o lançamento do produto, atingimos 1 gigawatt contratado no País, por volta de 240 turbinas”, afirma Zampronha.O diretor País da Nordex Energy, Felipe Ramalho, explana que a empresa observa boas perspectivas tanto no mercado regulado quanto no ambiente de livre contratação. “Teremos dois leilões de energia nova nos próximos meses e esperamos competir bem em ambos. A comercialização de energia tem apresentado um crescimento importante, estimulado pelo aumento das tarifas”, diz.A fabricante de equipamentos de energia eólica, fruto da fusão da alemã Nordex com a espanhola Acciona Windpower, deve investir cerca de R$ 60 milhões na produção de turbinas no Brasil. “O início da entrega será em meados de 2021, por isso temos que iniciar o investimento para finalizar a produção até o final de 2020”, explica Ramalho. O novo produto terá capacidade entre 5MW a 5,5MW. “São equipamentos com maior potência do que os utilizados nos últimos projetos vencedores de leilões. Traz uma competitividade maior por menos investimento do cliente”, assinala o executivo.Soluções O diretor comercial da Briskcom, Claudio Calonge, declara que a empresa de soluções de telecomunicações por satélite investiu R$ 10 milhões no ano passado. “Estamos nos estruturando para absorver o crescimento de mercado.”A companhia trabalha com uma solução de conectividade de usinas com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). “Muitos empreendimentos estão em locais sem infraestrutura e o satélite permite uma conexão em menos de trinta dias”, detalha.Calonge acredita que a maior demanda por energia, assim como a necessidade de manutenção de usinas eólicas, vai impulsionar o mercado. “Mesmo que a economia não cresça, o País vai demandar mais geração. É preciso investir para evitar um novo apagão e a energia eólica e a solar devem crescendo nesse cenário.”
DCI - 31/05/2019
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