quarta-feira, 05 de junho, 2019

Consumo de ração na China melhora e demanda por soja tende a ganhar força num momento de estoques limitados no país asiático

Nesta terça-feira (04), o mercado da soja encerrou a sessão na Bolsa de Chicago (CBOT) com altas nos principais vencimentos, com o contrato novembro/19 sendo cotado a US$9,09/bushel. Eduardo Vanin, analista da Agrinvest, ressalta que os pormenores do plantio dos Estados Unidos devem trazer volatilidade para o mercado. Neste ano, ainda não se sabe se o produtor de milho irá migrar para a soja - o preço teria que ser convidativo para que esse risco fosse corrido, não somente na CBOT, mas também nos prêmios locais, o que não está ocorrendo. Entretanto, a situação climática de maio não deve se repetir em junho, que será mais quente e com menos chuvas. Na próxima semana, o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve deixar o mercado mais cauteloso, já que seus resultados podem mostrar que alguns volumes podem ser passados para a próxima safra ou cancelado. Ainda há, contudo, "muita coisa pra acontecer", ressalta Vanin. O plantio tem que ocorrer e, posteriormente, as condições das lavouras terão de ser observadas. É provável que ocorra baixa produtividade, mas ainda está longe de o mercado climático ter um fim. Historicamente, entre o período de 15 de junho a 15 de julho, ocorrem os melhores preços, mas devido à situação desta safra, esse período pode se estender. O Brasil, por sua vez, possui prêmios firmes para a safra velha e a China, que concentra suas compras no país, levando a um quadro de aperto de estoques. No final desse mês, a reunião do G20 pode trazer novos panoramas no que diz respeito à guerra comercial entre China e Estados Unidos. Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Notícias Agricolas - 04/06/2019
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