quinta-feira, 15 de agosto, 2019

Milho: Cotações caem mais de 10% em dois dias após relatório do USDA

A terça-feira (13) chega ao fim com mais desvalorizações para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram quedas entre 10,25 e 19,25 pontos, fechando o segundo dia consecutivo de grandes perdas para o cereal. O vencimento setembro/19 foi cotado à US$ 3,66 com queda de 19,25 pontos, o dezembro/19 valeu US$ 3,76 com baixa de 16,25 pontos, o março/20 foi negociado por US$ 3,90 com perda de 13,25 e o maio/20 teve valor de US$ 3,98 com desvalorização de 10,25 pontos. Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última segunda-feira, de 4,94% para o setembro/19, de 4,08% no dezembro/19, de 3,23% para o março/20 e de 2,69% para o maio/20. Levando-se em conta os dois últimos fechamentos, as cotações do cereal já acumulam mais de 10% de queda após a divulgação do último relatório do USDA. Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho da Bolsa de Chicago caíram pelo segundo dia consecutivo para o menor nível em três meses, com o inesperado impulso da revisão para cima da produção norte-americana. O USDA surpreendeu os mercados de grãos na segunda-feira, aumentando suas perspectivas para a produção de milho dos EUA neste ano, uma vez que reduziu a estimativa de plantações atingidas pela chuva em menos do que o esperado, enquanto aumentava sua projeção de safra”, diz Mark Weinraub da Reuters Chicago. Em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta terça-feira, o analista de mercado da Germinar Corretora, Roberto Carlos Rafael, destacou essa diferença entre a expectativa do mercado e a realidade apresentada pelo USDA em seu relatório. “Houve um cenário esperado pelo mercado desde o mês de julho de que o USDA faria uma correção nos dados. O mercado falou muito que haveria essa correção no relatório de agosto, era uma pauta diária desde quando saiu o relatório de julho, mas ele frustrou essa expectativa com o USDA carimbando quase 20 milhões de toneladas a mais do que o esperado”, explica Rafael. O analista comenta que nunca houve uma desconfiança tão grande com relação aos números apresentados pelo USDA, mas que a manutenção dos índices oficiais apontam que esta é a realidade da safra americana, e que o governo dos Estados Unidos não teria nenhum interesse em superestimar a produção do país e derrubar os preços, principalmente em meio as disputas comerciais com a China. Diante deste novo cenário, a expectativa do analista é de que os preços do milho em Chicago permaneçam próximos dos US$ 3,60 por bushel, podendo chegar até em US$ 3,50 no ‘fundo do poço’, a não ser que haja alguma surpresa no desenvolvimento da safra daqui para frente, com as atenções voltadas ao clima no Cinturão do Milho pelos próximos 30 dias e no próximo relatório de setembro.
Notícias Agrícolas - 13/08/2019
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